IRS volta a descer em 2026: quanto podes poupar?

IRS

O IRS vai voltar a baixar em 2026. A nova redução das taxas abrange os rendimentos até ao 6.º escalão e pode traduzir-se numa poupança adicional para milhões de contribuintes. Mas quanto representa, na prática, no rendimento disponível das famílias? Segundo o Governo, a medida deverá abranger mais de 2,9 milhões de agregados familiares.

‍

A nova redução prevê uma descida das taxas de IRS entre 0,3 e 0,5 pontos percentuais. A redução de 0,5 pontos aplica-se às taxas do 2.º ao 5.º escalão, enquanto o 1.º e o 6.º escalões terão uma redução de 0,3 pontos. As taxas dos 7.º, 8.º e 9.º escalões mantêm-se.

‍

Quanto podes poupar?

As simulações oficiais permitem perceber o impacto da medida para diferentes níveis de rendimento.

Para um trabalhador por conta de outrem, solteiro e sem dependentes, residente no continente e com 14 pagamentos anuais, a poupança anual estimada é:

  • 1.000€ de salário bruto mensal:     12,10€ de poupança
  • 1.500€: 65,32€
  • 2.000€: 100,44€
  • 2.500€: 133,28€
  • 3.500€: 171,50€

Os valores representam a poupança anual de IRS face às taxas previstas no Orçamento do Estado para 2026.

‍

E os pensionistas?

Os pensionistas beneficiam de forma semelhante à dos trabalhadores por conta de outrem: um pensionista solteiro, sem dependentes, com uma pensão bruta mensal de 1.000€, poupa cerca de 12,10€ por ano, o mesmo valor que um trabalhador no mesmo escalão.

‍

O Governo anunciou ainda um suplemento extraordinário, atribuído de forma progressiva a pensões até 1.611,13€, pago com a pensão de dezembro, que deve abranger mais de dois milhões de pensionistas.

‍

E no caso das famílias?

O impacto varia de acordo com o rendimento de cada titular e com a composição do agregado familiar.

Por exemplo, num casal com dois titulares e dois dependentes, em que um aufere 2.500€ brutos por mês e o outro 1.500€, a poupança anual estimada é de 200,88€.

‍

Se os rendimentos forem de 3.700€ e 2.000€ brutos mensais, respetivamente, a poupança sobe para 292,62€.

‍

Quando se vai sentir a redução?

A nova descida aplica-se aos rendimentos de 2026 e terá efeitos retroativos a janeiro. A atualização das tabelas de retenção na fonte deverá permitir que o impacto seja refletido ainda este ano, incluindo nos salários e no subsídio de Natal.

‍

As novas tabelas deverão entrar em vigor em novembro, sendo esse o primeiro mês em que a diferença aparece de forma visível no salário; o efeito retroativo a janeiro é depois acertado na liquidação de IRS do próximo ano.

‍

Esta é a quinta redução do IRS promovida pelo atual Governo. Segundo os dados divulgados pelo Executivo, as reduções já implementadas representam um alívio acumulado de cerca de 2,4 mil milhões de euros para as famílias.

‍

Na prática, a nova descida significa menos IRS a pagar e, consequentemente, mais rendimento disponível. No entanto, o impacto não será igual para todos: o valor da poupança depende do rendimento, do número de titulares e dependentes e da situação fiscal de cada agregado.

‍

Se esta poupança extra te deixa a pensar em rever as tuas contas, também pode ser boa altura para perceberes se o teu crédito habitação atual continua a ser a opção mais vantajosa, ou se compensa juntar créditos num só, com uma prestação mensal mais baixa, ainda que isso possa significar pagar mais juros ao longo do tempo.

Um especialista Casa Financeira ajuda-te a perceber isso, sem compromisso.

‍

Para perceber quanto esta alteração pode representar no teu caso concreto, podes simular o teu salário líquido e comparar o impacto da redução do IRS no rendimento disponível.

‍

Alguma dúvida? Estamos disponíveis.
Contacta-nos via e-mail ou então visita uma das nossas lojas.