Prazo do crédito habitação: 40 anos até aos 35, 35 anos depois. O que isto muda na prestação

Crédito Habitação

A idade pode fazer diferença no prazo máximo de um crédito habitação e, consequentemente, no valor da prestação mensal. As novas recomendações do Banco de Portugal estabelecem diferentes limites de maturidade, permitindo chegar aos 40 anos para quem tem até 35 anos.

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Para quem está a comprar casa, esta alteração pode ser relevante. Um prazo mais longo permite distribuir o pagamento do empréstimo por mais anos e, dessa forma, reduzir a prestação mensal. Mas existe uma contrapartida: quanto mais tempo demora a pagar o crédito, maior tende a ser o valor total pago em juros.

A escolha do prazo deve, por isso, equilibrar dois objetivos: manter a prestação compatível com o orçamento familiar e evitar assumir um custo total de financiamento superior ao necessário.

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O prazo máximo varia com a idade

As novas regras definem diferentes escalões de maturidade:

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Na prática, um comprador até aos 35 anos pode ter um prazo máximo recomendado de 40 anos. Entre os 36 e os 40 anos, o limite passa para 35 anos e, acima dos 40 anos, para 30 anos.

A idade considerada é particularmente importante quando existem dois titulares no crédito, uma vez que o prazo está relacionado com a idade do titular mais velho.

É importante, no entanto, distinguir o prazo máximo recomendado do prazo que será efetivamente aprovado. Cumprir o limite de idade não significa ter acesso automático a 40, 35 ou 30 anos. A instituição financeira continua a analisar a situação financeira do cliente e as restantes condições do pedido.

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Porque é que um prazo mais longo reduz a prestação?

Quando o montante do crédito é distribuído por um maior número de anos, também aumenta o número de prestações disponíveis para o reembolso.

Mantendo constantes o montante financiado, a taxa de juro e as restantes condições do empréstimo, um prazo mais longo resulta normalmente numa prestação mensal mais baixa.

Por exemplo, imagine um crédito habitação de 200 mil euros. Se o mesmo montante for pago em 40 anos em vez de 30, o capital é distribuído por mais prestações. O valor mensal será, por isso, inferior.

Esta diferença pode ser relevante para quem está a comprar casa, sobretudo quando o orçamento mensal é mais limitado.

Uma prestação mais baixa pode também ajudar a manter a taxa de esforço dentro de níveis mais confortáveis. A taxa de esforço corresponde ao peso das prestações de crédito no rendimento mensal do agregado e é um dos elementos considerados na análise da capacidade financeira do cliente.

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O prazo mais longo significa que o crédito fica mais barato?

Não. É precisamente aqui que é importante olhar para além da prestação mensal.

Embora um prazo mais longo permita pagar menos todos os meses, significa também que o crédito permanece ativo durante mais tempo. Os juros são, assim, pagos durante um período mais prolongado.

Mantendo as restantes condições, o custo total do crédito tende a aumentar à medida que o prazo se prolonga.

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É possível resumir este efeito da seguinte forma:

Prazo mais longo → prestação mensal mais baixa → maior custo total

Prazo mais curto → prestação mensal mais elevada → menor custo total

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A idade não é o único fator

As regras de maturidade são apenas uma parte da análise de um crédito habitação.

A aprovação depende da avaliação da instituição financeira e de fatores como os rendimentos do agregado, a estabilidade profissional, a taxa de esforço, outros empréstimos, a idade dos titulares, o valor do imóvel e as características do próprio financiamento.

Também importa considerar a taxa de juro escolhida. Num crédito com taxa variável ou mista, por exemplo, a prestação pode alterar-se no futuro devido à evolução da Euribor.

Assim, o prazo deve ser analisado em conjunto com a taxa de juro e com todas as restantes condições do crédito.

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Como escolher o prazo mais adequado?

Não existe um prazo ideal para todos os compradores. A melhor escolha é aquela que consegue equilibrar prestação mensal, taxa de esforço e custo total do crédito.

Um prazo mais longo pode ser adequado para quem valoriza uma prestação mais baixa e precisa de maior margem mensal. Um prazo mais curto pode fazer sentido para quem tem capacidade financeira para suportar uma prestação superior e quer reduzir os juros pagos ao longo do empréstimo.

O importante é não olhar apenas para o valor que vai pagar todos os meses.  

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Antes de contratar um crédito habitação, simule diferentes prazos e compare o impacto de cada opção na prestação mensal, na taxa de esforço e no custo total do empréstimo.

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