Por Ricardo Machado, Chief Commercial Officer da Casa Financeira
Sabias que podes estar a pagar mais do que precisas pelo Seguro de Vida associado ao teu Crédito Habitação? E que podes mudá-lo sem mudar de banco? Esta é uma diretiva que foi criada com o DecretoLei nº 222/2009.
Uma das grandes dificuldades dos clientes quando se fala de seguros, é que contratam apólices e as pagam sem terem uma real perceção das coberturas e da adequação à sua realidade.
No caso do Seguro de Vida associado ao Crédito Habitação, em caso de morte ou uma determinada invalidez, o seguro pagará o que falta da casa. O próprio ou a família ficam com a casa sem ficar com a dívida.
É fundamental que conheças todas as coberturas do seguro. Quando falamos em seguro de vida, sabemos sempre que temos uma cobertura obrigatória em caso de Morte. No entanto, não raras vezes, a cobertura mais relevante é a Cobertura de Invalidez e aqui devemos ter muito cuidado com a percentagem de invalidez contratada e quando comparamos preços com coberturas diferentes.
Em caso de uma fatalidade, temos tendência apensar sempre na situação de Morte, mas caso alguém tenha um problema de saúdeque o deixe incapacitado, a necessitar de apoio a nível médico e medicamentos eque, devido a isso, deixa de trabalhar, um seguro com uma boa cobertura de invalidez pode deixar a casa paga, e se tiver um seguro complementar, a pessoa ainda recebe um valor para poder fazer face à nova realidade e respetivas despesas.
Por norma, quando contratas um crédito habitação, o banco exige que contrates um seguro de vida. O que não pode é obrigar-te a fazê-lo com a seguradora dele. A escolha é tua, e a lei protege essa escolha. Caso já tenhas um crédito a decorrer, podes mudar de seguradora a qualquer momento, não é só no dia da escritura e o teu crédito continua igual,no mesmo banco.
O seguro acompanha o crédito durante 20, 30 ou 40 anos. Uma pequena diferença por mês transforma-se em milhares de euros no fim. E mesmo quando um banco faz uma bonificação ao spread por contratar o seguro de vida comercializado por eles, convém fazer as contas e perceber secompensa essa bonificação, ou pelo contrário, a bonificação não compensa o valor a pagar a mais pelo seguro.
Exemplo:
Uma família com um crédito habitação de 216.000 € a 30 anos. Se fizer o seguro de vida no banco, paga uma prestação de 870,40 € e, em média, 193,19 € por mês de seguro: 1.063,59 € no total.
Se optar por outra seguradora, o banco retira o desconto na taxa de juro e a prestação sobe para 889,06 €. Parece pior, mas o seguro passa a custar, em média, apenas 107,61 € por mês. No total, a família paga 996,67 € por mês.
Resultado: menos 66,92 € todos os meses, o que ao fim de 30 anos dá mais de 24.000 € de poupança, com o mesmo crédito, no mesmo banco.
Nota: Os valores dados dos seguros são reais, mas definidos por um valor médio, o seguro modifica todos os anos mediante o valor em dívida e idade dos proponentes. Ambos os seguros têm contratadas as coberturas de Morte e Invalidez para a Profissão ou Atividade Compatível maior ou igual a 60%.
Comparar seguros e fazer contas dá trabalho. É aqui que entra a opinião da Casa Financeira: informação clara e ajuda profissional fazem a diferença a analisar as coberturas indicadas para cada caso, e claro, o preço.
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